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Noz-moscada e cominho

A noz-moscada, originada pela árvore moscadeira, é nativa das ilhas Molucas, na Indonésia, porém, os holandeses tiveram o monopólio de seu comércio durante séculos. Atualmente, a moscadeira é cultivada em diversos países da região tropical, em que origina, além da noz-moscada, o macis (casca brilhante e vermelha que envolve a noz-moscada de sabor mais forte).
A noz-moscada é uma semente seca de gosto doce e levemente amargo, utilizada principalmente ralada no momento de consumo para manter seu aroma e sabor. É ingrediente essencial no molho bechamel (branco) e no fondue de queijo, além de complementar receitas de carnes, bolos, tortas, cremes doces, bebidas e legumes.
O consumo de noz-moscada em quantidades habituais (uma pitada por porção), além de agregar sabor, também é fonte de compostos fenólicos que são aliados à uma vida saudável. No entanto, se o consumo dessa especiaria for maior que 5 gramas (uma noz-moscada inteira), pode ser tóxica. Os sintomas podem variar de sensação de boca seca, taquicardia à alucinações, devido à presença de miristicina em sua composição.
As sementes de cominho, por sua vez, são utilizadas inteiras ou em pó na gastronomia. É uma planta originária de locais de clima quente e seco, como o oriente e os países mediterrâneos.
O cominho tem aroma forte e sabor adstringente, utilizados principalmente em carnes, feijões e alimentos fermentados como queijos e licores. É fundamental para o preparo do chille mexicano e do chucrute alemão. No Brasil, é usado mais comumente no nordeste em preparos de peixes e frutos mar.
Os compostos bioativos presentes nessa especiaria podem auxiliar na manutenção da saúde. Uma revisão científica, realizada por pesquisadores tunisianos, verificou que diversos estudos em laboratório apontam o cominho como uma alternativa no combate aos micro-organismos patógenos, já que protege as células de bactérias, vírus e fungos, devido à presença marcante de ácidos fenólicos e de flavonóides variados, substâncias reconhecidas por sua atividade biológica.
Essas duas opções de especiarias podem dar mais sabor, aroma e cor às suas preparações, além de ajudar a não cair na rotina, aproveite!

 

Referências bibliográficas
1. Mnif S, Aifa S. Cumin (Cuminum cyminum L.) from Traditional Uses to Potential Biomedical Applications. Chem Biodivers. 2015;12(5).
2. Neto NL, Freire R, Lacerda I. Misturando sabores: receitas e harmonizações de ervas e especiarias. Ed Senac, 2013.
3. Rahman NAA, Fazilah A and Effarizah ME. Toxicity of Nutmeg (Myristicin): A Review.. IJASEIT. 2015; 5(3).
4. Vallverdú-Queralt A et al. Characterization of the phenolic and antioxidant profiles of selected culinary herbs and spices: caraway, turmeric, dill, marjoram and nutmeg. Food Sci. Technol. Campinas, 2015;35(1): 189-195.