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TERMOGÊNICOS: AINDA HÁ O QUE EXPLORAR

março 29, 2017

Termogênico é um termo sem definição oficial, mas são comumente chamados assim os compostos que contribuem com a termogênese – o processo corporal que converte nutrientes em energia. As substâncias que contribuem com este gasto calórico das células do corpo são popularmente chamadas de termogênicas, pois têm a capacidade de estimular o corpo a trabalhar em ritmo acelerado, gastando mais calorias. Assim, consumidas regularmente e em equilíbrio, podem ser aliadas do controle de peso e, consequentemente, do desempenho físico.
As substâncias termogênicas podem ser consumidas isoladamente ou através de alimentos. Os principais alimentos com efeitos termogênicos são pimenta vermelha, semente de mostarda, gengibre, vinagre de maçã, café, guaraná, chá verde e água gelada, os quais podem ser incluídos no dia alimentar como aceleradores de metabolismo, já que apresentam substâncias que gastam maior quantidade de energia para sua digestão.
Os termogênicos não tem regulação como suplementos para praticantes de atividade física e atletas. Aliás, substâncias isoladas comumente utilizadas com este propósito, como a DMAA (1,3-dimetilamilamina) e a efedrina são proibidas pela legislação do Brasil e de diversos outros países, pela falta de comprovação em relação ao consumo seguro. Somente a cafeína (substância isolada) está autorizada, mas devido a seu efeito de melhorar o desempenho na atividade física (efeito ergogênico). Na legislação brasileira, os produtos devem conter entre 210 e 420mg de cafeína por porção sem adição de outros nutrientes ou não nutrientes.
Portanto, o uso de termogênicos para praticantes de atividade física e atletas ainda deve ser estudado e regularizado, para maiores esclarecimentos. Afinal, seu consumo descontrolado pode levar a diminuição no sono, dor de cabeça, tontura, problemas gastrointestinais e pressão arterial acelerada.

Referências bibliográficas:

1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Portaria 354 / 2006. Brasil.
2. Australian Sports Comission (AIS). ABCD Classification System. Australian Government.
3. Braga RM. Avaliação dos Suplementos Termogênicos mais Comercializados na Cidade de João Pessoa – Uma Abordagem Farmacológica e Social. Universidade Federal da Paraíba. 2014
4. Dias JA, Figueirinha MO, Fumagalli F, Flumian RP. Alimentos termogênicos. Faculdades Integradas de Três Lagoas – Revista Conexão, s/ data.
5. Stohs SJ, Badmaev V. A Review of Natural Stimulant and Non-stimulant Thermogenic Agents. Phytother. Res. 30: 732–740 (2016)