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Estrategia em Alimento

EVENTO: FRU.TO

Realizado pelo Instituto ATA, o seminário “FRU.TO Diálogos do alimento” foi realizado nos dias 26 e 27 de janeiro de 2018 e teve como motivação principal encontrar respostas para a pergunta: como alimentar (bem) um planeta inteiro?

O evento reuniu importantes nomes das áreas de sustentabilidade, ciência, gastronomia e representantes da indústria para dialogar dentro de três eixos do evento – o cultural, o biológico e o social.

Após o seminário, foi disponibilizado um documento com as sementes do evento, ou seja, as conclusões para refletir e semear a fim de atingir o objetivo de levar alimentos de qualidade a toda população mundial, que segundo a ONU, poderá chegar a 8,6 bilhões de pessoas em 2030. Confira alguns destaques selecionados pela RGNutri:

• “A MUDANÇA DO CLIMA TORNA ESSE QUADRO AINDA MAIS DRAMÁTICO: O aquecimento global vem reduzindo áreas de cultivo ao redor do mundo a uma velocidade maior do que os modelos previam. O número de solos degradados pode dobrar até o final do século, e entre as áreas mais vulneráveis estão aquelas onde vivem os agricultores mais pobres, como a África subsaariana e o Nordeste do Brasil.”

• “AS POPULAÇÕES TRADICIONAIS SERÃO CADA VEZ MAIS IMPORTANTES: Indígenas, quilombolas e outras populações de agricultores que detêm conhecimento tradicional têm papel-chave na alimentação do século XXI. Como guardiões da diversidade de cultivares e da “dispensa viva”, que são os ecossistemas naturais, esses povos são a principal barreira contra a erosão genética causada pela agricultura comercial, que reduz tanto a variedade de alimentos que chega à nossa mesa quanto a resiliência do próprio sistema agrícola, dominado por poucas plantas. Eles precisam ter a integridade de seus territórios garantida e seus produtos integrados a sistemas modernos de comercialização, para que possam chegar da floresta à mesa.”

• “É PRECISO FORTALECER A ALIMENTAÇÃO LOCAL: A cultura começa a ser vista como vantagem comparativa, e a gastronomia é um braço fundamental dessa nova economia. A revolução gastronômica e turística do Peru mostra como países cultural e gastronomicamente diversos, como o Brasil, podem transformar esse ativo em vantagem competitiva – gerando receita, “soft power” e, ao mesmo tempo, protegendo os camponeses e a diversidade de alimentos locais. ”

Para ler o documento na íntegra, acesse: http://fru.to/.

Referências Bibliográficas:
Fru.to. 2018. Disponível em: http://fru.to/. Acesso em 30 de janeiro de 2018.