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“Comer Menos e Se Exercitar Mais”, Estudo Coloca em Cheque a Assertiva
Serviço de Atendimento ao Profissional - Saúde Pública

Changes in Diet and Lifestyle and Long-Term Weight Gain in Women and Men

Dariush Mozaffarian, M.D., Dr.P.H., Tao Hao, M.P.H., Eric B. Rimm, Sc.D., Walter C. Willett, M.D., Dr.P.H., and Frank B. Hu, M.D., Ph.D.

N Engl J Med 2011; 364:2392-2404 June 23, 2011

Alimentos e comportamentos alimentares específicos causam impacto no ganho de peso em longo prazo. Não basta comer menos, deve-se comer melhor; é o que mostra uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, com mais de 120 mil indivíduos, acompanhados por 20 anos (três períodos de acompanhamento), um alerta sobre a importância da prevenção da obesidade, problema global de Saúde Pública.

Com base no consumo alimentar dos participantes baseado em três grandes estudos populacionais (NHS - Nurses Health Study, NHSII- Nurses Health Study II e HPFS - Health Profissional Follow up Study), verificou que o ganho de peso esteve fortemente associado ao aumento do consumo de alimentos específicos (tabela abaixo); os apontados foram: batata frita, bebidas adoçadas com açúcar, carnes vermelhas e carnes processadas. Pelo contrário, o consumo de outros alimentos foi inversamente proporcional ao ganho de peso, entre eles: legumes, cereais integrais, frutas, sementes oleaginosas e iogurte.

 

Além dos alimentos, o estilo de vida foi observado e concluiu-se que o ganho de peso foi proporcional às horas em frente à televisão, o tabagismo e o excesso ou falta de horas de sono também foram associados ao aumento de peso corporal.

O estudo, portanto, mostra que a estratégia para perda de peso não deve estar focada somente na quantidade de calorias que se consome, mas também na qualidade dessas calorias. A prevenção do ganho de peso em longo prazo, segundo os pesquisadores, deve ter como pilares:

  • Melhoria da qualidade dos carboidratos, reduzindo o consumo de açúcares simples, amidos e grãos refinados (doces bebidas açucaradas, farinha branca, arroz branco)
  • Incluir alimentos como frutas, verduras, legumes e cereais integrais.
  • Diminuir o consumo de alimentos processados.

Os estudiosos justificam os resultados: nutrientes não se resumem a calorias, mas tudo está envolvido em complexos processos, que envolvem desde a digestão e absorção até o impacto que os diferentes alimentos causam na fisiologia, utilização de hormônios, fome, saciedade, níveis de glicemia, entre outros.

Todas essas conclusões influenciam fortemente na atuação de diferentes profissionais como nutricionistas, médicos, educadores físicos e na forma de abordagem de programas de Saúde Pública, principalmente nas estratégias de prevenção da obesidade.