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Plano de Ações Estratégicas Para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil 2011-2022
Serviço de Atendimento ao Profissional - Saúde Pública

O Ministério da Saúde acaba de divulgar o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022, esse documento tem o objetivo de preparar o país para combater e deter a incidência de doenças crônicas nos próximos dez anos. Entre as ações, destaca-se: hipertensão arterial, infarto, acidente vascular cerebral, diabetes e doenças respiratórias crônicas.

Essas doenças têm sido a principal causa de morte no mundo todo, além de prejudicar a qualidade de vida e ocasionar diminuição do rendimento de trabalho e lazer, gerando um impacto negativo na economia familiar e da sociedade em geral. Em 2008 houve 57 milhões de mortes no mundo todo, sendo que 63% foram em decorrência das DCNT e 80% destas mortes foram em países de baixa ou média renda. No Brasil as DCNT são responsáveis por 72% das mortes, atingindo todas as camadas socioeconômicas e com maior incidência em doenças do aparelho circulatório (31%), câncer (16%), doenças respiratórias crônicas (5,8%) e diabetes (5%).

As principais causas apontadas foram a alimentação não saudável, o sedentarismo, o uso de tabaco e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Especificamente com relação à alimentação foi apontado o consumo insuficiente de frutas, legumes e verduras, a ingestão excessiva de sal, de gorduras saturadas e de gorduras trans.

Diante deste quadro, o Ministério da Saúde iniciou algumas estratégias para monitorar e controlar essas patologias. Uma das políticas criadas foi a Organização de Vigilância de DCNT, que contou com o VIGITEL, (entrevista populacional via telefone); Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios (PNAD) e Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE). Outras ações foram no sentido de capacitar os profissionais da saúde estabelecendo estratégias de prevenção, promoção e assistência à saúde com a implementação da Política Nacional de Promoção da Saúde que preconiza: a alimentação saudável, a prática de atividade física, a prevenção do uso de tabaco e álcool, a expansão da distribuição gratuita de medicamentos para hipertensão e diabetes e a ampliação de exames preventivos para cânceres de mama e do colo do útero.

Para os próximos anos, de 2011 a 2022, a estratégia foca atuar em quatro principais doenças: doenças do aparelho circulatório, câncer, respiratória crônica e diabetes; e nos fatores de risco: tabagismo, consumo nocivo de álcool, inatividade física, alimentação inadequada e obesidade. Sendo assim as metas propostas são: reduzir a taxa de mortalidade prematura (<70 anos) por DCNT em 2%; reduzir a prevalência de obesidade em crianças e adolescentes, deter o crescimento desta patologia em adultos; reduzir o consumo nocivo de álcool, aumentar a atividade física e o lazer, aumentar o consumo de frutas e hortaliças, reduzir o consumo do sal e a prevalência de tabagismo, aumentar a cobertura de mamografia em mulheres entre 50 e 69 anos e de exame preventivo de câncer de colo uterino em mulheres de 25 a 64 anos, tratar 100% das mulheres com diagnósticos de lesão precursoras de câncer.

Para alcançar essas metas serão utilizadas algumas estratégias de acompanhamento e monitoramento, como a Pesquisa Nacional de Saúde -2013, estudos sobre DCNT e o Portal para o Plano de DCNT; ações para promoção da saúde como atividade física, alimentação saudável, tabagismo e álcool, envelhecimento ativo e cuidado integral dos pacientes baseadas em evidências para a prevenção das DCNT.
Esse documento retrata um momento importante para a saúde brasileira onde as políticas públicas procuram atuar para a melhora da saúde e qualidade de vida da população o que deve resultar em um impacto positivo para a população e para o crescimento e desenvolvimento do país.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022. Brasília; 2011. 160p.