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Aula Heloisa Guarita - Academia - Suplementos e Alimentos
Serviço de Atendimento ao Profissional - Trabalhos Científicos

A decisão de lançar mão do uso de suplementos nutricionais para compor a dieta de um esportista deve levar em consideração alguns fatores importantes, tais como a real necessidade do esportista, o conhecimento dos critérios de utilização e a credibilidade científica do mesmo.

Uma das questões mais importantes a ser avaliada nesta prescrição e que deve preceder qualquer indicação, diz respeito à ingestão alimentar habitual do indivíduo. Isto porque, para que o rendimento do treino seja otimizado e conseqüentemente os objetivos sejam alcançados, é fundamental que a dieta esteja equilibrada, e que o suplemento entre como um coadjuvante que atuará com uma finalidade específica, como recuperação muscular, aumento de massa muscular ou simplesmente um complemento calórico da dieta.

Isto significa que o uso de um suplemento, sem que haja adequação alimentar ou indicação para este, pode levar o indivíduo a não atingir o objetivo e até atrapalhar o rendimento do treino.

Um estudo desenvolvimento pela RGNutri em uma rede de academias de São Paulo, em 1998 (matéria disponível no site), avaliou 553 participantes (48,5% do sexo masculino e 51,5% do sexo feminino), de diferentes faixas etárias. A análise constatou que 32,7% utilizavam no momento ou já tinham utilizado suplementos. Observou-se que 44,4% dos homens e 21,7% das mulheres utilizavam algum produto ergogênico, e que a grande maioria deles utilizavam componentes celulares (66,8%) e substâncias anabólicas (56,9%).
Em contra partida, o estudo avaliou os hábitos alimentares destes usuários, e encontrou que:

  • 60% tinham um consumo inadequado de líquidos durante o dia (< 6 de copos/ dia);
  • 35% faziam menos de quatro refeições diárias;
  • 36% não consumiam os 3 grupos de alimentos no almoço;
  • 19% não faziam o desjejum;
  • 40% revelaram cansaço ou pouca disposição em pelo menos algum período do dia.

Isto nos mostra que a utilização do suplemento ocorreu entre pessoas que não tinham um hábito alimentar adequado, e que possivelmente não extraíam o máximo de proveito do suplemento na busca do objetivo específico.

Uma vez a dieta estando equilibrada, é importante uma avaliação constante da composição corporal, do treino e do período de descanso entre os treinos. É importante ainda entender que é possível buscar no suplemento a mesma equivalência nutricional do alimento, e vice-versa. Este entendimento por parte do esportista pode ser um grande diferencial na adaptação alimentar do mesmo.

Exemplos de equivalências entre Alimentos e Suplementos:

 

Alimento
1 barra de proteína
Sanduíche de ricota com peito de peru
Calorias
190
290
Carboidratos (g)
20
30
Proteína (g)
14
15
Gordura (g)
6
12

 

Alimento
2 CUPS DE Whey protein
Omelete de 4 claras, 1 gema e 1 fatia de queijo minas
Calorias
120
110
Carboidratos (g)
2
0
Proteína (g)
23
21
Gordura (g)
2
8

 

 

Nas situações em que o suplemento for equivalente ao alimento necessário para o respectivo momento do dia, ou em ocasiões que haja necessidade de aumento de calorias da dieta, o suplemento é uma ótima alternativa para o esportista.

É valido lembrar que a escolha do alimento ou suplemento, no entanto, deve envolver outras questões, como a possibilidade financeira de aquisição por parte do esportista e a fase de treinamento em que este se encontra.
Antes da prescrição é importante que seja entendida toda a teoria por traz dos suplementos, com a avaliação da real necessidade do esportista, a fim de que seja feita a escolha ideal e que o objetivo seja alcançado com sucesso.