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Consumo de Recursos Ergogênicos por Praticantes de Atividades Físicas de Academias da Cidade de São Paulo
Serviço de Atendimento ao Profissional - Trabalhos Científicos

Costa, R.; Crispim, C.; Guarita, H.; Rodrigues, T.; Zaccaro, A.; Bonumá, S.;
Resumo de trabalho científico apresentado como Pôster no IV Congresso Internacional de Nutrição Esportiva

 

O objetivo do presente estudo foi analisar o consumo de recursos ergogênicos por frequentadores de três unidades de uma rede de academias esportivas da cidade de São Paulo.

A amostra, em questão, foi constituída por 553 participantes (48,5% do sexo masculino e 51,5% do sexo feminino), de diferentes faixas etárias, selecionados por estarem matriculados na academia e praticarem exercícios regularmente. Foi utilizada a seguinte classificação para os produtos ergogênicos: combustíveis metabólicos (carboidrato, lactato, gordura); componentes celulares (creatina, carnitina, vitaminas); substâncias anabólicas (proteína, energia, cromium, vanádio, HMB) e substâncias que melhoram a recuperação (água, eletrólitos, ervas). Para análise do consumo dos suplementos foi utilizado um questionário contendo informações sobre o sexo, idade, atividade física, suplementação, preocupação com alimentação, dieta e prescrição desta. Os resultados demonstraram que 32,7% utilizam ou já utilizaram suplementos e que 68,3% nunca utilizaram. Observou-se que 44,4% dos homens e 21,7% das mulheres, utilizam algum produto ergogênico, e que a grande maioria utiliza componentes celulares (66,8%) e substâncias anabólicas (56,9%). Na análise dividida por sexo, observou-se que os homens utilizam, em sua maioria, substâncias anabólicas (69,7%), enquanto que as mulheres consomem mais produtos formados por componentes celulares, como fat burns (85,4%). Os objetivos mais visados foram: aumento da massa muscular (45,8%) e diminuição da porcentagem de gordura (18,8%). Verificou-se que a maioria das indicações de ergogênicos foram feitas por professores de Educação Física (24,8%) ou por conta própria (14,9%). Os resultados deste estudo sugerem um percentual relevante de freqüentadores de academia que consomem ou consumiram recursos ergogênicos sem orientação adequada, o que poderia colocar em risco a saúde da população estudada.