
Posição da American Dietetic Association, Dietitians of Canada e American College of Sports Medicine sobre Nutrição e a Performance do Atleta
Serviço de Atendimento ao Profissional - Trabalhos Científicos
A American Dietetic Association (ADA), junto com nutricionistas canadenses e a American College of Spots Medicine reafirmam a importância de uma ingestão energética adequada durante os treinamentos de alta intensidade ou de longa duração. Afirmam que a baixa ingestão energética irá reduzir o rendimento e também gerar danos à sua saúde. O peso e a composição corporal não devem ser critérios exclusivos para verificação da prática de exercício físico, outros fatores como, hereditariedade, idade, sexo e modalidade esportiva do atleta também definem o nível de gordura corporal. O atleta que pretende reduzir seu peso deve preferir o período antes da temporada de competições ou após a mesma, sempre orientado por um nutricionista qualificado em esportes.
A recomendação diária de macronutrientes é estabelecida de acordo com o gasto energético do atleta, do tipo de esporte que pratica e também do sexo. Podendo variar de 6 a 10g/Kg/dia para carboidratos, de 1,2 a 1,7g/kg/dia para proteínas (comumente utilizado acima do recomendado pela RDA), para exercícios de endurance e de força, e de 20 a 35% do VET para lipídios. Lembrando que não são recomendadas dietas hiperlipídicas para atletas, mas que também é importante não ingerir menos que 20% do VET. Essas recomendações geralmente são conseguidas através de uma dieta adequada, não havendo necessidade de suplementação. É importante orientar os atletas sobre os perigos de se fazer restrições na ingestão energética ou de se consumir, mais ou menos, carboidratos do que o recomendado. Isso pode proporcionar uma baixa ingestão de micronutrientes e conseqüentemente uma deficiência destes, devendo ser o consumo mínimo de nutrientes, os valores recomendados pela RDA.
A hidratação do atleta também é outro fator determinante no desempenho e deve ser feita antes, durante e depois do treino, com a ingestão de líquidos apropriados para a reposição das perdas pelo suor. Durante o exercício, o objetivo maior é repor a perda de líquidos e fornecer carboidrato (30 a 60g/h) para a manutenção da glicose sangüínea. Estas orientações são especialmente importantes para atletas de endurance com duração superior à uma hora, ou quando o atleta não se alimenta adequadamente antes do treino, ou ainda numa condição ambiental extrema de calor, frio, alta altitude, etc. A alimentação após o treino deve fornecer líquidos adequados, eletrólitos, energia, carboidrato e proteína, com a finalidade de repor o glicogênio muscular, assegurar uma rápida recuperação do atleta e construir e reparar o tecido muscular.
Defendem que os suplementos ergogênicos devem ser usados de maneira adequada e com cautela pelos atletas, após verificação de sua segurança, eficácia, potência e legalidade.
Os métodos mais utilizados para avaliação da composição corporal são a medição de dobras cutâneas e a bioimpedância elétrica. O Comitê Olímpico Americano defende o uso da soma de sete dobras (abdômen, subescapular, suprailíaca, tríceps, bíceps, coxa e panturrilha – em milímetros) em vez do percentual de gordura, baseado nas referências International Society for Advances in Kinanthropometry. Sendo que para mulheres, essa soma deve estar entre 40 a 90 mm e, entre 30 a 60 mm para homens.
Esta é uma revisão e compilação de estudos sobre nutrição no desempenho esportivo, onde se conclui a importância da aplicação da nutrição esportiva na aptidão e desempenho dos atletas.
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