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Água Potável
Saúde & Qualidade de Vida - Curiosidades

Considerado um bem de domínio público, no qual sua gestão deve ser descentralizada e com a participação de todos, o “DIA MUNDIAL DA ÁGUA”, comemorado no dia 22 de março, nos fez repensar sob vários aspectos, nos convidando a conscientizar-mos da nossa obrigação.

Ter em conta a escassez de água implica em várias questões desde a defesa do meio ambiente ao aquecimento global, até uma justa distribuição de água para o regadio, para a indústria, para o consumo doméstico, incluindo distribuição de redes de água e principalmente rede de esgotos.

Segundo o último relatório das Nações Unidas (ONU), dois milhões de pessoas já não têm acesso ao abastecimento de água potável. Em 2025 dois terços da população mundial sofrerá com carências de fontes hídricas. No último século o consumo de água duplicou em relação as taxas de crescimento populacional. Hoje, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), milhões de crianças morrem decorrentes de doenças ligadas a contaminação da pouca água que dispõe. Segundo o mesmo relatório bastaria que 1% do PIB nacional fosse direcionado para implantação de redes de saneamento e esgoto, pois a cada U$ 1,00 gasto com essas implantações representaria uma economia de U$8, 00, em despesas com saúde pública e aumento da produtividade.

No Brasil estima-se que 69% das águas captadas pelos rios e mananciais é utilizadas para a irrigação da agricultura e que desses apenas 50% é realmente absorvido pelas plantas, ou seja,  50% é desperdiçado  de alguma forma ou retorna para as águas subterrâneas. Essa situação é preocupante pelo alto consumo de água e pelo desperdício na condução, sendo obrigatórias ações do poder público, dos fabricantes de produtos para irrigação, dos técnicos, dos pesquisadores e dos pequenos agricultores em geral para minimizar esses desperdício, e modificar esse quadro, fazendo que a atividade de irrigação tão necessário na atual tendência de forte crescimento da demanda por alimentos, seja também sustentável do ponto de vista social, econômico e ambiental. Em busca desse novo objetivo a Agência Nacional de Águas (ANA) responsável pela política Nacional de Recursos Hídricos, lançou uma cartilha referente ao Programa de Conservação e Uso Racional de Água.

O principal equívoco é quanto a baixa taxa de utilização de técnicas de manejo e irrigação com desperdício de água e energia e de muitas tecnologias desenvolvidas para a Agricultura de Sequeiro, que é feita exclusivamente com a precipitação de chuvas, e que, portanto tem baixa produtividade. Outro grande equívoco que se tem cometido é com relação da escolha do método e do sistema de irrigação.

Muitas vezes o agricultor ou empresário, por desconhecimento ou assessoria inadequada, faz opção por um sistema de irrigação incoerente para suas condições ou tipo de cultura. O projeto do sistema para dimensionamento e de equipamentos deve ser muito bem planejado, minimizando desperdício. Entretanto ainda são muitos os entraves sócio econômico e cultural.
Para amenizar esses paradigmas é necessário melhor organização do setor agrícola e governamental, havendo maior aplicabilidade dos instrumentos de gestão referente aos recursos Hídricos na Lei. 9.433/97 e as correspondentes das leis estaduais se ajustando as exigências da sociedade com relação aos aspectos ambientais e de sustentabilidade.

Já agricultura de sequeiro muito utilizada no Brasil, devido ao baixo custo, conta com a irrigação exclusivamente das chuvas, por concentrações de quatro meses ao ano. Mas o que tem se observado na região Nordeste devido ao aquecimento global são mudanças nesses padrões de precipitações de chuvas que passou a ser de períodos irregulares tanto no tempo como no espaço. Assim é freqüente em um mesmo município haverem áreas de bem favorecidos e outros em desespero.

No futuro da alimentação no mundo virá da irrigação. Cerca de 80% da produção de alimentos virá da agricultura irrigada, um aumento que corresponderá ao acréscimo no consumo de água de apenas 15%. A agricultura irrigada hoje tem tecnologia para fazer pequenas aplicações de água e para reaproveitar o recurso, ficando como o grande vilão a agricultura de sequeiro que promove a abertura de frentes agrícolas. Com o desmatamento para a abertura das frentes, tornam-se responsável por grande parte da erosão do meio rural, sem a proteção do solo os sedimentos são carregados pela chuva, assoreando os rios. A agricultura irrigada produz de 4 a 5 vezes mais do que as de sequeiro, produzindo até três safras, havendo sempre trabalho.

Hoje se perde 35% de água do que se retira dos mananciais na condução dos recursos.

A pecuária também demanda grandes quantidades de água, com a manutenção de rebanhos, na fase de abate, no preparo agroindustrial dos cortes e na oferta de derivados. De acordo com o diretor do Programa de Estruturação da Secretaria de Recursos Hídricos, Marley Caetano de Mendonça, com a elaboração e divulgação de materiais e Congressos o uso da água tende a ser cada vez mais racional.

As águas efetivamente consumidas no Brasil representam 69% na agropecuária, 7% no uso industrial, 11% no uso urbano, 11% no abastecimento animal, e de 2% no abastecimento rural.
O Brasil é o país que mais desperdiça água potável, e aí que entra a sua obrigação em economizar, pois cada brasileiro chega a gastar em média 300litros de água por dia nas suas atividades cotidianas. A cada copo de água que você toma mais dois outros copos são gastos para lavá-lo. Combater o desperdício é essencial para a sobrevivência das futuras gerações de vegetais, animais e humanas. Atitudes muito simples são o suficiente para reduzir o consumo excessivo:

  1. Todas as vezes que você aperta a descarga do banheiro, 20 a 30 litros de água são desperdiçados. Tente não demorar muito com o dedo pressionando a válvula da descarga e se possível, utilizar sistemas de reaproveitamento de água para vaso sanitário, já utilizado em banheiros modernos.
  1. Agora imagine a quantidade de água que utilizamos para tomar banho. Com certeza a solução não é deixar de tomar banho, mas e se demorasse uns 5 minutos a menos e ainda diminuísse a pressão do chuveiro, quantos litros estariam poupando? Pense nisso quando estiver observando os litros de água que caem da cascata que tem no seu banheiro.
  2. A cada 5 minutos com a torneira aberta cerca de 15 litros são jogados fora , portanto,feche a torneira quando estiver em atividades como escovar os dentes, fazer a barba  e  lavar as mãos . Com a economia você utiliza apenas  1 a 2 litros.
  3. Compre um regulador para o bocal da torneira, custa pouco e economiza a saída de água.
  4. Concerte torneiras pingando, elas podem perder cerca de 40 litros por dia.
  5. Não lave carros e calçadas com esguicho. Use vassoura e balde, reutilizando a água da limpeza das roupas.
  6. Use a máquina sempre na carga máxima e ligue-a no máximo, 3 vezes por semana.
  7. Se você mora em prédio, observe como os funcionários lavam as calçadas, se for do modo “varrendo com a água” tome providências, talvez ele não conheça o problema e é nosso dever alertar a todos.
  8. Na Europa as pessoas só compram produtos de empresas que zelam pelo sustentabilidade do meio ambiente. Nós temos que fazer o mesmo, assim às empresas e os comerciantes sentirão no bolso a obrigação de ajudar.

 

Consumidor correto é aquele que tem atitude de selecionar os produtos que compra e usa em casa, dando preferência aos que menos contaminam e privilegiando as empresas que investem na preservação ambiental.

Também é de sua responsabilidade informar-se, debater e pulverizar as informações sobre proteção a esse ouro líquido, pois quanto mais acesso as informações as pessoas têm, mais se sentem envolvidas e familiarizadas com a importância do tema “desperdicío de água”, a responsabilidade é de todos.

Além do mais, como nutricionistas, vamos sempre orientar a hidratação necessária ao corpo e a higienização dos alimentos de cada dia. Queremos que as próximas gerações tenham água potável para manter a vida saudável.

REFERÊNCIAS:

Artigo – Agricultura Irrigada e o Uso racional da água.

Cartilha  da Agência Nacional de Águas – Agricultura Irrigada e o Uso Racional da Água.

Centro de Ciências Agrárias. Acesso em 21 de março de 2007. Disponível em www.cca.gov.br
Agência Nacional de Águas. Acesso em 22 de março de 2007. Disponível em  www.ana.gov.br  
GreenPeace. Acesso em 22 de março de 2007. Disponível em  www.greenpeace.org.br