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Cana de Açúcar
Saúde & Qualidade de Vida - Curiosidades

Originária da Ásia (Índia ou Polinésia), a cana-de-açúcar expandiu-se para o Ocidente graças a Alexandre, o Grande, no século IV a.C.. Foi introduzida na Europa pelos árabes, tendo os mouros iniciando seu cultivo na Espanha (Andaluzia).

Mais tarde passou a ser cultivada em regiões mais quentes, mais favoráveis à produção de açúcar: arquipélago das Canárias, pelos espanhóis, e ilha da Madeira, pelos portugueses.

No Brasil, onde as primeiras mudas foram introduzidas em 1502, vindas da Madeira, a cana-de-açúcar é hoje amplamente utilizada para fins energéticos, como matéria-prima para a produção de álcool que substitui a gasolina nos motores a explosão.

Existem dezenas de variedades de cana-de-açúcar, entre as quais podemos citar, crioula ou mirim, caiana ou bourbon, caiana, amarelinha, caninha (usada principalmente pada a produção de cachaça), prata, rainha, etc.

Espremida a cana fornece um caldo de cor esverdeada e paladar muito apreciado, a garapa, da qual se extrai, por evaporação, um xarope ou melado, que constitui a base dos diferentes tipos de açúcar: refinado, cristal, mascavo, demerara, rapadura. O resíduo líquido é o melaço, do qual se obtém por fermentação o rum e, por destilação, a pinga e o álcool (com ampla utilização farmacêutica, hospitalar e domiciliar). O resíduo final (vinhoto) é empregado como adubo, de excelênte qualidade.

Do ponto de vista nutricional, a garapa, o melado e a rapadura, além de conter grande porcentagem de açúcar (respectivamente 79%, 72% e 92%), possuem também numerosos sais minerais (cálcio, fósforo, ferro, cloro, potássio, sódio e magnésio) e vitaminas do complexo B.

A cana-de-açúcar é empregada também no fabrico de papel e velas (com a cera-de-cana ou cerosina).

 


Mais do que elemento essencial da formação do Brasil, a cana-de-açúcar transformou-se em parte integrante do imaginário do povo brasileiro. Na cozinha, desdobra-se em utilidades; na indústria, colabora para a produção de alimentos mais saudáveis, de fácil conservação. Dela vem o álcool combustível, a energia elétrica. Também pode produzir papel, plásticos, produtos químicos.

A cana-de-açúcar é versátil, palavra que, aliás, justificaria mais um hífen: cana-de-açucar-versátil. Se preferirmos, grama-de-açúcar-versátil, pois a cana é uma gramínea, cujo potencial, variado e complexo, ainda pode ser muito explorado. No Brasil, em menos de 1% das terras agricultáveis plantam-se 4,5 milhões de hectares de cana (duas vezes a área do Estado do Piauí), matéria-prima que permite a fabricação de energia natural, limpa e renovável.

A cana é, em si mesma, usina de enorme eficiência: cada tonelada tem um potencial energético equivalente ao de 1,2 barril de petróleo. O Brasil é o maior produtor do mundo, seguido por Índia e Austrália. Na média, 55% da cana brasileira vira álcool e 45%, açúcar. Planta-se cana, no Brasil, no Centro-Sul e no Norte-Nordeste, o que permite dois períodos de safra. Plantada, a cana demora de ano a ano e meio para ser colhida e processada pela primeira vez. A mesma cana pode ser colhida até cinco vezes, mas a cada ciclo devem ser feitos investimentos significativos para manter a produtividade.

A cana é a força por trás das 307 ‘centrais energéticas' existentes no Brasil, 128 das quais estão em São Paulo, utilizando cana que cobre 2,35 milhões de hectares de terra. São usinas e destilarias que processam a biomassa proveniente da cana-de-açúcar e que alimentam um círculo virtuoso: produzem açúcar como alimento, energia elétrica vinda da queima do bagaço nas caldeiras, álcool hidratado para movimentar veículos e álcool anidro para melhorar o desempenho energético e ambiental da gasolina.

fonte: www.unica.com.br