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Iogurte e Seus Benefícios à Saúde
Saúde & Qualidade de Vida - Curiosidades

O iogurte, definido como "o produto obtido pela fermentação lática através da ação do Lactobacillus delbrueckii ssp bulgaricus e Streptococcus thermophilus sobre o leite integral, desnatado ou padronizado" de acordo com a legislação brasileira, está presente na dieta alimentar humana desde os tempos remotos, quando a fermentação era utilizada como forma de preservação do leite (Moreira, 1999; Rodas, 2001).

A recomendação de leite e seus derivados (iogurte, queijos) é de 3 porções ao dia (Philippi et al, 2008). E, devido à alta quantidade de proteínas e cálcio em sua composição, além de suas propriedades probióticas, o iogurte propicia diversos benefícios ao organismo e é a amplamente recomendado, além de ser foco de diversos estudos e investimentos da indústria alimentícia (Raud, 2008).

Cálcio:
Uma ingestão adequada de cálcio é fundamental na manutenção da saúde óssea. (Araújo, 2001; Cardoso e Vannucci, 2006).
O leite e seus derivados, como o iogurte, são a principal fonte de cálcio nos alimentos. (Pereira et al, 2009).

Proteínas:

O iogurte é também grande fonte de proteína, que pode ser considerada o maior componente funcional e estrutural do organismo (Philipp et al, 2008, Cardoso e Vannucci, 2006).

O consumo adequado de proteína é fundamental já que este nutriente é continuamente degradado e ressintetizado pelo organismo (Cardoso e Vannucci, 2006).

Probióticos e prébióticos:

Atualmente no mercado, encontramos uma variedade de marcas e tipos de iogurtes que podem ser enriquecidos com probióticos e/ou prebióticos.
Os probióticos, termo que define os microrganismos vivos administrados em quantidades adequadas, podem conferir benefícios à saúde do hospedeiro (Food and Agriculture Organization of United Nations/World Health Organization, 2001; Raud, 2008).
Os benefícios atribuídos à ingestão de culturas probióticas que mais se destacam são: controle e estabilização da microbiota intestinal, resistência gastrintestinal à colonização por patógenos, digestão da lactose em indivíduos intolerantes à ela, estimulação do sistema imune, alívio da constipação, aumento da absorção de minerais e vitaminas (Fuller, 1989; Saad, 2006).

É importante salientar que, segundo a ANVISA, os microorganismos Lactobacillus delbrueckii (subespécie bulgaricus) e Streptococcus salivarius (subespécie thermophillus), utilizados na fabricação do iogurte, não possuem efeito probiótico cientificamente comprovado. Porém, o iogurte possui, propriedades benéficas, uma vez que durante a fermentação, a proteína, a gordura e a lactose do leite sofrem hidrólise parcial, tornando o produto facilmente digerível, sendo considerado agente regulador das funções digestivas (Rodas, 2001). A indústria alimentícia, ainda, acrescenta aditivos, como fibras e diversos outros microorganismos que podem agregar efeitos benéficos ao iogurte.(Raud, 2008; Saad, 2006).

Além dos probióticos, temos também os prebióticos como alimentos funcionais, que são componentes alimentares não digeríveis que afetam beneficamente o hospedeiro por estimularem seletivamente a proliferação ou atividade de populações de bactérias desejáveis no cólon que, por conseqüência, geram uma série de eventos benéficos ao organismo. Nesse grupo encontramos as fibras (Saad, 2006). 

É importante lembrar que o iogurte não apresenta elevadas concentrações de fibra naturalmente. O que pode ocorrer é a adição dessas fibras durante o processo de fabricação pelas indústrias alimentícias a fim de agregar mais propriedades ao produto final (Raud, 2008). 

A seguir, um comparativo entre os principais iogurtes encontrados no mercado:

Produto

Caloria (kcal)

Proteína
(g)

Carboidrato
(g)

Gordura
(g)

Cálcio
(mg)

Iogurte natural integral

61,76

3,53

5,12

3,00

55,88

Iogurte natural desnatado

42,35

3,82

5,52

0,53

60,00

Iogurte de morango

87,22

1,83

15,55

1,94

71,66

Iogurte com polpa ameixa

110,00

3,50

16,00

3,50

125,00

Nota: valores de calorias, proteínas, carboidratos, gorduras e cálcio em 100g de produto.

Referências:

ARAÚJO, C. et al. O poder de cura de vitaminas, minerais e outros suplementos. Rio de Janeiro: Reader’s Digest Livros, 2001.

BRASIL. Leis, decretos, etc. Decreto nº 2.224 de 4 de junho de 1997, Diário Oficial da União, Brasília, 5 jun. l997, Seç. I, p. 11555 (altera dispositivos do Dec. nº 30.691 de 29 de março de 1952...).

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Guia Alimentar para a População Brasileira. Brasília, DF: 2005.

BUZINARO, Elizabeth F.; ALMEIDA, Renata N. Alves de; MAZETO, Gláucia M.F.S.. Biodisponibilidade do cálcio dietético. Arq Bras Endocrinol Metab,  São Paulo,  v. 50,  n. 5, out.  2006 .  

CARDOSO, M. A.; VANNUCCI, H. Nutrição Humana – Nutrição e Metabolismo. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS, WORLD HEALTH ORGANIZATION. Evaluation of health and nutritional properties of probiotics in food including powder milk with live lactic acid bacteria. Córdoba, 2001.

MAHAN, L. K.; STUMP, S. E. Krause Alimentos, nutrição & dietoterapia. 10 ed. São Paulo: Roca, 2002.

MOREIRA, Silvia Regina et al. Análise microbiológica e química de iogurtes comercializados em Lavras - MG. Ciênc. Tecnol. Aliment.,  Campinas,  v. 19,  n. 1, jan.  1999 .

PEREIRA, Giselle A. P. et al . Cálcio dietético: estratégias para otimizar o consumo. Rev. Bras. Reumatol.,  São Paulo,  v. 49,  n. 2, abr.  2009 .

PHILIPPI, S. T. et al. Pirâmide dos alimentos: Fundamentos básicos da nutrição. Barueri, SP: Manole, 2008.

RAUD, Cécile. Os alimentos funcionais: a nova fronteira da indústria alimentar análise das estratégias da Danone e da Nestlé no mercado brasileiro de iogurtes. Rev. Sociol. Polit.,  Curitiba,  v. 16,  n. 31, nov.  2008 .

RODAS, Maria Auxiliadora de Brito et al. CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA, HISTOLÓGICA E VIABILIDADE DE BACTÉRIAS LÁCTICAS EM IOGURTES COM FRUTAS. Ciênc. Tecnol. Aliment.,  Campinas,  v. 21,  n. 3, dez.  2001 .

SAAD, Susana Marta Isay. Probióticos e prebióticos: o estado da arte. Rev. Bras. Cienc. Farm.,  São Paulo,  v. 42,  n. 1, mar.  2006 .

USDA - National Academy of Sciences. Institute of Medicine. Food and Nutrition Board.
Comprehensive DRI table for vitamins, minerals and macronutrients; organized by age and gender, 2004.

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www.anvisa.org.br [acesso em 2009 jul 29].

www.batavo.com.br [acesso em 2009 jul 28].

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