
Sucralose
Saúde & Qualidade de Vida - CuriosidadesO sabor doce proporciona resposta fisiológica de prazer ao ser humano, no entanto ao longo dos anos notou-se impactos negativos do alto consumo de sacarose como obesidade, doenças coronarianas, doenças cardiovasculares, hipertensão, entre outras.
Diante deste panorama a industria alimentícia buscou elaborar alternativas ao uso da sacarose, uma delas é a sucralose, tema abordado neste texto. (MENDONÇA e col., 2005)
A sucralose foi descoberta por acidente por pesquisadores britânicos de uma companhia de açúcar, em 1976. A sucralose é obtida à partir de alterações químicas da sacarose (substituição seletiva do grupo hidroxila por cloro nos carbonos 4 e 6, como demonstra a figura 1), no entanto apresenta 600 vezes maior poder adoçante quando comparado ao açúcar, possui boa estabilidade química: esterilização, pasteurização, acidez; térmica: altas e baixas temperaturas, não interage quimicamente com os alimentos, é estável na presença do etanol, boa vida de prateleira (aproximadamente um ano mantendo 99% do sabor original) fatores positivos para a abrangência de seu uso. Pode ser utilizada como adoçante de mesa, suplementos vitamínicos, geléias, pães, sobremesas lácteas, vegetais enlatados, produtos industrializados em pó (refrescos e sobremesas instantâneas), aromatizantes, conservantes, temperos, molhos prontos e compotas. (TORLONI e col., 2007 e RODERO e. col., 2009)
Figura 1: estrutura química da sacarose e sucralose
A maior parte da sucralose não é absorvida pelo organismo humano e eliminada nas fezes e o restante é absorvido, mas não é metabolizado e é excretado na urina. A ingestão diária aceitável (IDA): 15 mg/kg/dia. Diversos estudos com animais foram realizados com altas doses e não observou toxicidadade, nem alterações de organogênese em fetos. TORLONI e col., 2007 e RODERO e. col., 2009)
Mesmo, a sucralose sendo originário da sacarose não prejudica o controle glicêmico de pacientes diabéticos, pois não estimula a secreção da insulina e não reduz a concentração plasmática de glicose. ( RODERO e. col., 2009)
Em relação ao uso durante a gravidez, não evidencias cientificas para um efeito deletério no feto, porém grande parte dos estudos foram realizados em animais. O FDA concluiu que a sucralose não apresenta riscos carcinogênicos, neurológicos ou reprodutivo para os seres humans, e não existem dados disponíveis para liberar o uso durante a lactação.
(TORLONI e col., 2007)REFERÊNCIAS
RODERO, A. B.; RODERO, L. S.; AZOUBEL, R. Toxicity of sucralose in Humans: a review. Int. J. Morphol, vol. 27, n. 1 p. 239-244, 2009.
MENDONÇA, C.R.B.; ZAMBIAZI, R.C.; GULARTE, M.A. GRANADA, G.G. Características sensoriais de compotas de pêssego light elaboradas com sucralose e acesulfame-K. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, vol. 25, n. 3, p. 401-407, jul./set, 2005.
TORLONI, M.R.; NAKAMURA, M.U.; MEGALE, A.; SANCHEZ, V.H.S.; MANO, C.; FUSARO, A.S.; MATTAR, R. O uso de adoçantes na gravidez: uma análise dos produtos disponíveis no Brasil. Rev. Bras. Ginecol. Obstet, vol. 29, n. 5, p. 267-275, 2007.