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Dieta da Gestante
Saúde & Qualidade de Vida - Gestantes

A dieta ideal para as gestantes é aquela que mantém todos os nutrientes para a formação do bebê. Então, nem pensar em comer qualquer coisinha na hora da fome, porque diariamente o corpo precisa de nutrientes para a formação de um montão de células novas. Mas, também não pode exceder em calorias, pois o aumento de peso da mãe, não oferece bom peso para o bebê e ainda, pode trazer riscos para os dois, como por exemplo, a eclâmpsia, que é o aumento de pressão arterial, que coloca em risco a vida dos dois.

Neste raro período em que a mulher passa, deve-se alimentar basicamente de carnes magras, verduras, legumes, frutas , leite e grãos e cereais

Existe uma necessidade calórica aumentada no período gestacional, de aproximadamente 300 Kcal , o que significa que NÃO precisamos comer por dois. Então podemos comer tudo, mas o ideal é começar aumentar as necessidades calóricas do dia, após o primeiro trimestre, já entrando no quarto mês de gestação. Pois no início, o ganho de peso é só da mãe e depois disto o bebê precisa ganhar peso, pois está crescendo. Existe uma necessidade maior de vitaminas e minerais, atualmente coberto por suplementação nutricional, indicada pelo médico que acompanha a gestante. E pela alimentação as frutas, hortaliças e carnes magras são boas fontes destes nutrientes.

Deve-se evitar por todo período grandes excessos em quantidade alimentar, o que provavelmente estará excedendo as 300 necessários, e principalmente gorduras de frituras, e alimentos gordurosos e dificultam a circulação sangüínea, aumentam os riscos de colesterol e aumenta a gordura corporal .O excesso de sal também deve ser evitado pois aumenta a pressão arterial porém não deve ser eliminado, pois freqüentemente as gestantes experimentam períodos de queda da pressão, ocasionando tonturas e mal estar. É comum por todo processo de transformação no corpo e até pela alteração emocional, quadros de enjôo, e por isso a gestante deve dividir ao máximo suas refeições, fazendo então, várias pequenas refeições durante o dia, evitando o jejum prolongado, e dar preferência a alimentos que não provoquem mais formação ácida, como alimentos muito ácido e gordura. Um pouco de ácido, até melhora o quadro de enjôo, mas pouco, como por exemplo água a algumas gotas de limão ou água com um rodela de limão, ou uma fruta fresca. A redução de gordura da dieta não significa alimentos diets ou lights, já que os alimentos com pouca gordura, como leite integral são boas fontes de vitamina D, que tem papel importante na formação dos ossos do bebê.

Portanto, nos primeiros meses a gestante deve manter uma dieta normal, sem restrições calóricas, porém sem excessos. Como a ansiedade é inevitável, aquela sensação de fome, que na verdade é mais vontade de comer, deve ser diminuída com frutas e sucos de frutas. E a dieta normal significa, carnes magras, hortaliças, arroz ou massas , feijão ou outro grão como lentilha e dois copos de leite ou iogurte por dia.

Como a Natureza é sábia, se a mãe não fornecer pelos alimentos os nutrientes necessários para o bebê, o corpo da mãe fornece, e isto é particularmente freqüente com a deficiência de cálcio, que se não for suficiente pela alimentação, pode levar a fraturas de dentes e cãibras ocasionadas por deficiência de cálcio, na mãe . E também particularmente, pela grande necessidade de ácido fólico, uma vitamina do complexo B, que deve ser consumida pela mãe no inicio da gestação, para evitar má formação no bebê, deve ser coberta pela suplementação nutricional, já habitualmente recomendada pelo médico.

Espera -se um ganho de peso , durante todo período de 9 à 12 quilos, não havendo a possibilidade de se fazer dieta de emagrecimento, no inicio de um gestação , caso mãe tenha engravidado acima do peso ideal. A contagem se faz partir do primeiro mês, sobre o peso que a mãe tem. Depois do parto pode se pensar em dieta, com cuidados para não diminuir a produção do leite materno.

A dieta de redução de peso, se faz com restrição de calorias , o que pode levar nutrientes em quantidades insuficientes para a formação do bebe. Não pode haver desnutrição intra-uterina, o que pode levar a diminuição do nível de inteligência e outras seqüelas, inclusive com atraso motor. Por isso não se recomenda dieta para perda de peso para mãe que engravidou acima de peso. A única coisa que se pode fazer, é uma dieta que mantenha um ganho ponderal de até 9 quilos até o final da gestação, permitindo que o bebê tenha aproximadamente 3 quilos ao nascer.

As dietas rigorosas diminuem as quantidades de carboidratos, responsáveis pela energia necessária ao ganho de peso e crescimento do bebê. Os níveis de proteínas diminuídas podem levar à má formação de placenta, e ainda atraso no desenvolvimento motor, celular e nervoso. A diminuição de gorduras diminui a absorção de vitamina A, D, E e K. A vitamina A responsável pela formação das mucosa crescimento ósseo, e de tecidos, a vitamina D na formação dos ossos, a vitamina E como anti oxidante e anti hemorrágica e a vitamina K como controladora da coagulação sangüínea.

Regras gerais para a alimentação da Gestante:

Consumir folhas cruas em forma de saladas, temperada com limão

Consumir pelo menos uma vez ao dia grãos de feijão, lentilha, grão de bico ou ervilhas

Consumir 4 tipos de frutas ao longo do dia, em forma de suco ou ao natural

Ingerir pelo menos 1 litro e meio de água durante o dia

Evitar excessos de gorduras e açúcares

Comer devagar, mastigando bem os alimentos;

Fracionar a dieta, fazendo no mínimo 5 refeições diárias em horários regulares;

Aumentar a ingestão de fibras através do uso de cascas, bagaços, sementes de frutas e verduras cruas;

Consumir bastante líquido ao longo do dia, entretanto, deve-se evitar o consumo de líquidos durante as refeições que tiverem um maior volume de alimentos;

Evitar o consumo de bebidas alcoólicas (pois afetam o desenvolvimento do feto);

Evitar o excesso que são predisponentes à formação de gases, como grãos, repolho, couve flor, refrigerantes;

Não sentar ou deitar logo após as refeições.