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Doença Cardiovascular
Saúde & Qualidade de Vida - Mulheres

Acima de 59 milhões de norte-americanos têm pelo menos uma forma doença cardiovascular. Uma em nove mulheres na idade de 45 a 64 anos tem alguma forma de doença cardíaca após 65 anos de idade e uma em três mulheres é acometida.

Os Estados Unidos está entre as 17 nações industrializadas quanto à incidência de doenças cardiovasculares. A maioria das mulheres adquire doença cardíaca coronária após a idade de 55 anos (Mahan, 1998).

Cerca de 480.000 pessoas morreram de doença cardíaca coronária em 1992. A mortalidade de todas as doenças cardíacas aumenta com a idade em todas as raças. Nos de idade entre 45 e 64 anos as taxas de morte prematura são aproximadamente 1,7 vezes maior em pretos do que em brancos, aproximadamente 10% menor em índios norte-americanos do que em brancos e muito menor (30 a 60%) em adultos asiáticos e hispânicos. Acima de 65 anos, os pretos ainda têm a maior taxa, mas agora apenas 5% maior que aquela dos brancos. Os asiáticos têm a mortalidade mais baixa por doença cardíaca de todos os grupos étnicos (Mahan, 1998).

Os níveis epidêmicos de doenças cardiovasculares começaram em torno de 1920 quando a doença cardíaca coronária se tornou a causa principal de morte nos Estados Unidos. A mortalidade aumentou até a metade dos anos 60, quando começou a cair abruptamente de uma taxa ajustada à idade de 286 mortes por 100.000 pessoas para 152 por 100.000 em 1990, uma diminuição de 47%. Esta diminuição começou a ficar mais lenta no final dos anos 80 (Mahan, 1998).

As razões para a diminuição da mortalidade incluem o melhor tratamento e esforços de prevenção primária, tais como mudanças de estilo de vida (Mahan, 1998).

Sabe-se que o aumento do HDL colesterol (uma das frações do "colesterol bom"), funciona como um fator de proteção para o coração e que exercícios físicos programados aumentam o este protetor anti-aterogênico (Mahan, 1998).

Doença Cardiovascular X Nutrição

A mais importante parte do quebra-cabeça da dieta da doença cardíaca coronária é o colesterol. Qualquer coisa que aumenta o colesterol total ou o LDL ou diminui o HDL aumenta o risco de desenvolvimento doenças cardiovasculares (Somer, 1995).

A redução da gordura da dieta apresenta o melhor resultado em diminuir os níveis de colesterol sangüíneo e o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Quando aumenta a ingestão de gordura, especialmente a saturada, aumenta níveis de LDL sangüíneo e conseqüentemente o risco de desenvolver aterosclerose e doença cardíaca coronária. O colesterol da dieta também aumenta os níveis de colesterol sangüíneo, porém, não tanto quanto a gordura saturada (Somer, 1995).

Os fatores dietéticos que protegem contra a doença cardiovascular incluem as gorduras poliinsaturadas encontradas em óleos vegetais, gorduras monoinsaturadas encontradas no óleo de canola, de oliva e óleo de peixes. Infelizmente, a maioria dos óleos vegetais também diminui o colesterol "bom", o HDL. Além disso, são susceptíveis a radicais livres, o mais reativo componente suspeito de iniciar e promover o desenvolvimento de doença cardiovascular (Somer, 1995).

Tratando-se das proteínas, quanto mais freqüente o consumo de carnes vermelhas maior o risco em desenvolver doença cardiovascular. Essa associação é maior após a menopausa, pois se acredita que os hormônios femininos agem contra os efeitos nocivos da carne, e esse risco aumenta quando os níveis desses hormônios caem após a menopausa (Somer, 1995).

Os níveis sangüíneos de colesterol são também diminuídos quando a proteína da carne é substituída por soja ou leite de soja. A fibra e outras substâncias de produtos derivados da soja ajudam a diminuir o colesterol e o risco de doenças cardiovasculares (Somer, 1995).

A fração solúvel da fibra da dieta, quando oferecida em grandes quantidades, pode reduzir o colesterol do sangue. As bactérias reduzem as fibras solúveis e ácidos graxos de cadeia curta que eventualmente parecem bloquear a síntese do colesterol no fígado (Mahan, 1998)

Evidências limitadas sugerem que uma dieta rica em açúcares altera os níveis de insulina e predispõe o indivíduo a doença cardiovascular. O Dr. J. Yudkin em St. John's Wood, Londres teoriza que o é açúcar da dieta e não a gordura que age como um gatilho para a síndrome metabólica associada à doença cardiovascular (Somer, 1995).

Mulheres com excesso de peso, principalmente com distribuição genóide, são as que apresentam maior risco em desenvolver doença cardiovascular. Pesquisas realizadas em Brigham e no Hospital da Mulher em Boston relataram que o sobrepeso está associado com 40% de todas as doenças cardiovasculares em mulheres e, ganhar mais 10 kg durante a vida adulta dobra o risco. A perda de peso diminui o risco de doença cardiovascular, entretanto o "efeito sanfona" é mais prejudicial para a saúde cardiovascular do que permanecer um pouco acima do peso (Somer, 1995).

A niacina diminui o colesterol total, aumenta o HDL, diminui os níveis de gordura sangüínea, relaxa as paredes das artérias, reduz a coagulação de plateletes e ajuda a remover o colesterol da parede das artérias, colaborando dessa forma para a regressão da aterosclerose (Somer, 1995).

O crômio é um elemento essencial para o metabolismo de gorduras e a ingestão insuficiente de crômio está relacionada ao risco aumentado de doenças cardiovasculares. Um aumento na ingestão de crômio relaciona-se com resulta na redução do colesterol total, do LDL, da formação de plaquetas nas artérias e num aumento do colesterol HDL (Somer, 1995).

A deficiência de cobre e zinco está associada a um aumento do colesterol LDL e diminuição do colesterol HDL, aumentando assim o risco de doença cardiovascular. Uma dieta pobre em cobre também danifica a estrutura e função do coração aumentando o risco de ataque cardíaco. Porém deve-se atentar ao excesso de cobre e zinco na dieta, pois estes também podem ser um fator predisponente para o surgimento de doença cardiovascular. A recomendação da de cobre é de 2 a 4 mg por dia e a de zinco é de 5 a 45 mg por dia (Somer, 995).

A deficiência de magnésio está associada a irregularidade de batimentos cardíacos, angina ou dores no peito relacionadas a doença coronária. Aumentar a ingestão de magnésio normaliza os batimentos cardíacos, relaxa as artérias coronarianas e reduz o risco de ataque cardíaco em pessoas predisponentes (Somer, 1995).

Um estudo realizado na Stanford University's School of Medicine mostrou que o consumo de café mesmo decafeinado, o café aumenta os níveis de LDL, sugerindo que algum outro componente além da cafeína existente no café afeta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares (Somer, 1995).