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Diabetes
Saúde & Qualidade de Vida - Mulheres

A síndrome clínica do diabetes é caracterizada por um enfraquecimento na capacidade de metabolizar carboidratos e gorduras, resultando em um aumento na concentração de glicose e lipídeos na circulação sangüínea, levando, eventualmente, a uma degeneração vascular prematura.

O metabolismo anormal é resultado da secreção inadequada de insulina ou ineficácia de insulina disponível (Mahan, 1998).

O diabetes melito insulino dependente (IDDM) ou tipo I ou infanto-juvenil, manifesta-se comumente nos jovens, mas pode ocorrer em qualquer idade. Os sintomas aparecem bruscamente, exigindo o uso de insulina para o seu controle. O IDDM é responsável por 5 a 10% de todos os diabéticos nos Estados Unidos (Krause, 1995).

O diabetes melito não insulino dependente (NIDDM) ou tipo II ou tipo adulto, geralmente se manifesta na maturidade. Este tipo é muito mais comum, afligindo cerca de 90 a 95% de todas as pessoas que têm diabetes. As manifestações de hiperglicemia e hiperlipidemia e seus efeitos potencialmente danificantes são similares nos dois tipos de diabetes (Mahan, 1998).

O diabetes afeta cerca de 6 milhões de americanos , possivelmente, não detectado em outras 4 a 5 milhões de pessoas. Estima-se que aproximadamente 7% da população adulta tenha diabetes, cuja metade não tenha sido diagnosticada. O diabetes é uma das causas mais comuns de cegueira naquele país e é responsável por 25% de toda nova doença renal em estado terminal a cada ano. A proporção de doenças cardíacas é de 2 a 3 vezes maior do que nos não diabéticos, e a expectativa de vida é somente de dois terços de sua população geral (Mahan, 1998).

O diabetes melito é muito comum na população, sendo sua prevalência maior em mulheres, especialmente norte-americanas e negras. A prevalência aumenta com a idade, sendo a maior parte dos casos diagnosticada após os 55 anos de idade (Mahan, 1998).

Um estudo realizado pelo NHANES II mostrou que homens tendo de 65 a 74 anos estavam 10 vezes mais propensos a ter diabetes tipo II quando comparados a homens de 25 a 34 anos (19% e 1,9%, respectivamente) e mulheres mais velhas estavam 11 vezes mais inclinadas a ter diabetes do que mulheres mais jovens (16,5% e 1,5%, respectivamente) (Mahan, 1998).
Uma alimentação balanceada associada aos benefícios dos exercícios físicos, devem fazer parte do tratamento para as mulheres com esta doença, independente se do tipo I ou II (Mahan, 1998). Segundo Somer (1995), a dieta é essencial na prevenção, tratamento e controle do diabetes.

Diabetes X Exercício físico

Exercício regular é uma parte importante da conduta do diabético. O exercício parece definir a elevação da glicose sangüínea após a ingestão de carboidrato e pode aumentar a sensibilidade insulínica por 2 a 3 dias após. Entretanto, é necessário que exista sempre um monitoramento para que o diabético pratique um exercício seguro (Krause, 1995).

O diabético que toma insulina exógena não é capaz de manter os níveis de glicose sangüínea equiparados à glicose absorvida pelos músculos em exercício, assim a hipoglicemia pode ser precipitada em diabéticos. A hipoglicemia pode ser prevenida aumentando-se a quantidade de alimento ingerido antes do exercício, ou ajustando-se a insulina para acomodar os efeitos do exercício, ou por ambos (Mahan, 1998).

Em diabéticos NIDDM, o exercício pode ampliar a utilização periférica da glicose devido à captação de glicose pelo músculo e um aumento aparente de sensibilidade de insulina (Mahan, 1998).

Diabetes X Nutrição

O peso corpóreo é o principal contribuinte para o desenvolvimento do NIDDM. Três em cada quatro diabéticos estão acima do peso. Em muitos casos a glicose sangüínea estabiliza e volta ao normal quando a mulher perde peso sem nenhuma outra mudança dietética (Somer, 1995).
Uma dieta rica em carboidratos complexos, moderadas quantidades de proteínas e pouca gordura beneficia o controle do diabetes. Carboidratos complexos ajudam a manter uma ótima utilização de insulina, assim o açúcar sangüíneo é facilmente transportado do sangue para dentro das células (Somer, 1995).

As fibras evitam o aumento dos níveis de açúcar no sangue contribuindo para a manutenção dos níveis normais de glicose sangüínea e reduz a quantidade de açúcar excretada pela urina (Somer, 1995).

Em um estudo realizado em Dallas mostrou que diabéticos que trocaram a gordura saturada por gorduras monoinsaturadas tiveram níveis de HDL aumentados, diminuição da glicose sangüínea, reduziu a demanda de insulina e diminui os níveis de triglicerídeos (Somer, 1995).

A ingestão adequada de vitamina C ajuda a regular os níveis de glicose sangüínea e prevenir o diabetes. Diabéticos apresentam metabolismo alterado de vitamina C o que diminui os níveis tessiduais da vitamina. Isso parcialmente explica o porquê de algumas funções imunológicas serem diminuídas nos diabéticos (Somer, 1995).

A ingestão inadequada de vitamina E altera os níveis sangüíneos de glicose, assim sendo, aumentar a ingestão de vitamina E diminui a alta concentração de glicose sangüínea em alguns diabéticos. Diabéticos e indivíduos propensos ao diabetes, geralmente apresentam baixos níveis sangüíneos de vitamina E, o que sugere que a doença cause uma alteração na utilização de vitamina E. Existem algumas evidências de que a progressão de aterosclerose em diabéticos pode ser retardada através do aumento da ingestão de vitamina E (Somer, 1995).

Um estudo realizado no Hospital Universitário de Marseilles, França, mostrou que a suplementação de niacina em alguns diabéticos reduziu a quantidade de insulina necessária para controlar a glicose sangüínea. Alguns pacientes abandonaram o uso da insulina. Porém, a suplementação dessa vitamina deve sempre ser monitorada uma vez que pode causar danos ao fígado (Somer, 1995).

O crômio trabalha juntamente com a insulina transportando a glicose sangüínea para dentro das células. Assim, esse mineral é essencial para a regulação da glicemia, sua deficiência resulta em insensibilidade da insulina e elevação da glicose sangüínea (Somer, 1995).

O metabolismo do magnésio é alterado em diabéticos o que pode contribuir para a progressão da doença. As funções do magnésio relacionam-se ao metabolismo de proteínas, carboidratos e lipídeos e envolve a regulação de insulina e glicose sangüínea. A suplementação de magnésio corrige a intolerância à glicose, produz um efeito protetor contra doenças cardiovasculares e pode prevenir desordens oculares associadas a diabéticos (Somer, 1995).