
Salmão e o Risco Atual de Contaminação
Saúde & Qualidade de Vida - Patologia & NutriçãoO consumo de salmão tem diminuído expressivamente nas últimas semanas, principalmente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, devido a alguns casos de pessoas que consumiram este alimento e apresentaram sintomas de intoxicação alimentar, associados à diarréia, vômitos e dores abdominais.
Sabe-se que a contaminação foi causada pela difilibotríase, uma parasitose intestinal causada por espécies do gênero Diphyllobothrium, destacando-se a espécie D.latum. O hospedeiro definitivo é o homem, entretanto, outros mamíferos que consomem peixes crus, podem servir de hospedeiros. Vale ressaltar que se trata de uma verminose que requer um tratamento simples e que não oferece riscos graves à saúde, pois a pessoa contaminada com o verme consegue eliminá-lo tomando um vermífugo.
Segundo a Vigilância Sanitária, deve-se evitar o consumo de pescados crus ou mal cozidos, e os pratos preparados, ou que contenham peixe cru ou mal cozidos devem ser precedidos de congelamento do pescado em pelo menos -20°C por um período mínimo de sete dias ou -35°C por um período de no mínimo 15 horas, condição suficiente para matar o transmissor.
De acordo com as novas normas, todos os restaurantes e estabelecimentos que trabalhavam com salmão fresco deverão passar a trabalhar com o peixe congelado. Para as associações isso traz uma maior segurança aos consumidores.
O hábito de se consumir peixes deve ser mantido pela população, pois é benéfico à saúde, já que este alimento é rico em ômega-3, importante para o controle de doenças cardiovasculares, e além disso, é excelente fonte de proteínas. Entretanto, as medidas de controle higiênico-sanitário devem ser devidamente cumpridas para que problemas sejam evitados.
Matéria elaborada pela Equipe RGNutri
Referências