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A Importância Das “Berries” Para A Memória

Que os frutos são bons para o nosso organismo, isso não é segredo. Mas será que os morangos e mirtilos podem manter o cérebro afiado na velhice?
Um novo estudo realizado por pesquisadores do Hospital Brigham and Women (BWH) aponta que uma alta ingestão de frutas ricas em flavonoides, como as frutas vermelhas, ao longo do tempo, pode atrasar o declínio da memória em mulheres mais velhas em 2,5 anos. Este estudo foi publicado pela revista Annals of Neurology, uma revista da American Neurological Association and Child Neurology Society, em 26 de abril de 2012.
A equipe de investigação avaliou dados obtidos por um levantamento iniciado em 1976 sobre a saúde e o estilo de vida de 121,7 mil enfermeiras com idades entre 30 e 55 anos. Desde 1980 as participantes foram entrevistadas a cada quatro anos em relação à sua frequência alimentar. Entre 1995 e 2001, a função cognitiva de 16.010 dessas mulheres selecionadas por, àquela altura, terem idade superior a 70 anos, foi medida a cada dois anos.
Os resultados mostraram que as participantes que consumiam uma a duas porções de morangos e mirtilos por semana tinham taxa mais lenta no decréscimo da memória. As mulheres que tiveram um maior consumo dos frutos, tinham atrasado o declínio da memória em até 2,5 anos. A maior ingestão de antocianidinas e flavonoides totais também foi associada ao declínio da memória.
De acordo com a Dr. Elizabeth Devore, investigadora no Laboratório de Channing em BWH e a principal autora do estudo, eles conseguiram fornecer a primeira evidência epidemiológica que os frutos parecem retardar a progressão no declínio da memória em mulheres idosas. Os resultados têm implicações importantes para a saúde pública, pois o aumento da ingestão dos frutos é uma modificação dietética bastante simples para reduzir o declínio da memória em adultos mais velhos.

 

Referências bibliográficas
1. Devore EE, Kang JH, Breteler MM, Grodstein F. Dietary intakes of berries and flavonoids in relation to cognitive decline. Ann Neurol. 2012 Jul;72(1):135-43.